Aos 36 anos e recém-eleito vereador de Belém pelo próximos quatro, Vinícius ainda não tem seu futuro definido do Clube do Remo. O contrato encerra no final do mês e conversas sobre renovação ainda não aconteceram com a diretoria azulina. Mas o goleiro garante que vai conciliar a carreira de atleta com a rotina no legislativo municipal.

– A gente vai procurar adequar da melhor maneira possível. Tenho certeza que não vai ter problema algum conciliar os meus jogos, treinamentos, com o meu trabalho na Câmara. Acredito que não vou ter dificuldade alguma, não vai me atrapalhar. Pelo contrário. Sigo bastante motivado, confiante. É uma motivação a mais para que eu continue dando o meu melhor, meu máximo, dentro e fora de campo.

Apesar de faltar pouco para o encerramento do vínculo atual com o Leão Azul, Vinícius confia que a prorrogação de contrato deve acontecer naturalmente. À princípio, pode ser somente até o término da temporada, para em seguida avaliar um vínculo mais longo.

– Ainda não há [negociação em andamento]. O meu contrato termina no final do mês. A gente conta muito com a classificação e a prorrogação de contrato, além das eleições para a presidência do clube. Terminando tudo isso a gente vai conversar tranquilamente para chegar a um acordo. Espero que possa acontecer com os resultados favoráveis, positivos. Eu ficaria muito feliz de ter esse prêmio, uma renovação de contrato por mais duas ou três temporadas – afirma o goleiro, que está no Remo desde 2017 e já atuou em mais de 120 partidas.

Goleiro vai conciliar mandato com rotina no Leão — Foto: Samara Miranda/Remo

Desta forma, Vinícius terá uma rotina mais atribulada que o normal, já que geralmente treina diariamente no Leão e faz viagens constantes. Caso o clube consiga subir para a Série B, o calendário será ainda mais apertado, com jogos duas vezes por semana.

– A gente vai conciliando tudo. Tenho os meus dias de treinamentos, tem os dias na Câmara que tem que comparecer. Acho que, intercalando tudo, vai dar para as duas áreas tranquilamente. É tudo questão de adaptação, encaixe – alega o goleiro, que sequer cogita uma aposentaria dos gramados no momento.

– Se o corpo permitir jogar até os 40 anos, eu me vejo, sim [jogando no Remo]. Não vejo problema nenhum. Hoje me encontro em boa forma física, estou me preparando para estender um pouco mais a minha vida de atleta profissional e aos 40 tem uma caminhada longa, mas Deus nos ajudando e dando condição física e técnica, me vejo jogando. Claro, desde que esteja em um bom nível técnico, em alta performance, porque, se não, não vejo o porquê de estar atuando. […] Mas é claro, também, que não depende só de mim, depende do clube. Espero que nos próximos meses eu receba a oportunidade de estar renovando o meu contrato e eu pretendo, sim, jogar por mais três temporadas – salientou o jogador, natural de Goiânia.

Outros trechos da entrevista

Permanência no Remo
– Me vejo atuando por mais tempo, até tenho esse compromisso com o torcedor azulino. Se o corpo permitir e eu continuar jogando em uma performance que dê para ajudar, vou continuar. Se eu ver que não dá mais para contribuir, aí a gente revê a decisão de continuar ou não a jogar ou não futebol. Ainda sigo firme com o pensamento de conquistar muito mais pelo clube. Sigo focado nessa conquista do acesso, que é o nosso principal objetivo no ano. É um campeonato que nós temos e seguimos focados em fazer o nosso melhor, estar dando a nossa contribuição. Vamos firme atrás de alcançar os objetivos coletivos e os individuais.

Projetos para o primeiro mandato
– Na minha função como vereador a gente não faz nada sozinho. A gente vai depender também dos nossos companheiros na Câmara, do trabalho de cada um, mas vamos procurar sempre ajudar a população. Sou uma pessoa adepta ao esporte, pratico, sei que é uma ocupação muito boa para todos, para os jovens, então a gente vai procurar também estar trabalhando nessa área, para poder estar oferecendo aos jovens oportunidades de estar praticando não só o futebol, mas todos os esportes olímpicos são válidos. É dar a oportunidade para os jovens da cidade estarem participando de alguma atividade física, para gerar futuros craques em qualquer modalidade.

Como surgiu a decisão de ser vereador
– A minha esposa sempre fez bastante ações sociais, só que a gente não tinha certa divulgação, não mostrava tanto. Com esse problema da pandemia acabei ajudando a minha esposa nessas ações e vimos o quanto que o pessoal carece, precisa. Isso acabou nos comovendo. Depois disso eu vi na política uma ferramenta a mais para estar ajudando a essas pessoas que necessitam de ajuda. Bateu mais esse sentimento, essa vontade de estar ajudando mais. Acho que podemos fazer mais, temos essa oportunidade de contribuir. A população de Belém pode sempre contar comigo.

Ajuda ao Remo como vereador
– Claro que a gente tem um carinho especial pelo torcedor azulino, com o fenômeno azul, que me apoiou, que votou em mim. Agora, como vereador, eu tenho o dever não só com o torcedor do Remo, mas com a população em geral de Belém. O que a gente puder fazer para estar ajudando não só o Remo, mas todos os clubes, a gente vai trabalhar. É um esporte que mexe com a cidade. Esporte, lazer e cultura são todos muito envolvidos com a história da cidade. Não existe Belém sem você mencionar a dupla Re-Pa. São dois clubes que têm muita inclusão social, ajudam muita gente, famílias dependem desses clubes. Vamos trabalhar bastante para ajudar a todos.

Fonte: G1
Foto: Samara Miranda