A eleição para a presidência do Paysandu voltou a ser assunto no GE na Rede. Depois de receber a liderança de oposição na semana passada, o programa conversou com a candidatura que representa a atual gestão do clube pela chapa União Fiel, encabeçada pelo engenheiro e empresário Maurício Ettinger, de 61 anos. Nascido em São Paulo, ele é associado do clube há dez anos, já foi conselheiro, presidiu a Comissão de Planejamento, ocupou o cargo de diretor administrativo e atualmente exerce a vice-presidência.

O programa foi gravado na tarde desta quarta-feira, dia seguinte ao lançamento oficial da chapa. Ettinger teve a oportunidade de abordar assuntos espinhosos, rebater acusações de grupos opositores, além de apresentar propostas para os próximos dois anos.

O líder da União Fiel apresentou números sobre a atual realidade financeira do clube, um dos principais focos das críticas da oposição. Ele afirmou que, apesar das dificuldades de receitas durante o auge da pandemia, o clube está próximo de quitar os salários dos jogadores.

– Essa parte de salário eu queria deixar bem claro como a gente está. A gente paga o elenco em duas etapas: uma parte de carteira, no começo do mês; outra parte, de imagem, no final do mês. Os funcionários são pagos na carteira, junto com os jogadores. Estamos devendo só a imagem de setembro, que venceu no final de outubro, e a parte de carteira que venceu dia 10 agora. Essa é a situação que está o clube.

A gente recebeu essa última grana dos naming rights, que são duas parcelas. A primeira veio em outubro e a outra é em janeiro. Com essa a gente quitou alguma parte que tinha atrasado e ainda não usamos a segunda parte. Pedimos autorização do Conselho [Deliberativo] para antecipar essa parte de janeiro para pagar gastos desse ano, autorização que foi dada na sexta-feira passada. Estamos agora tentando antecipar [com o Banpará] para deixar tudo em dia os salários”
— Maurício Ettinger, candidato pela União Fiel

A escalada da crise política no clube também é algo que preocupa o atual vice-presidente bicolor, que, em caso de vitória, irá buscar um tom conciliatório com todos os associados, mesmo os membros ou apoiadores de outras chapas.

– Isso é um dos pilares fundamentais da gestão que a gente quer fazer. Têm até algumas diretorias que a gente tem identificado pessoas das outras chapas que podem vir a somar para a gente e podem ocupar diretorias específicas. Eu tenho falado isso e venho a repetir: o Paysandu só vai para frente se todo mundo ajudar. A gente fez um manual que tem as nossas propostas para cada item, para cada diretoria, para cada assunto que a gente vê que está defasado. E, para cada um desses itens, a gente não vai conseguir atingir isso se não tiver a ajuda de todo mundo, de todos os sócios – frisou.

“Vamos deixar registrado que, embora a gente esteja franqueando as lojas, os desenhos das camisas são nossos. A marca Lobo é do Paysandu, só que quem comercializa são franquias. O resto é tudo sob domínio do Paysandu”

Outro ponto tocado durante a entrevista foi o preço das camisas de jogo vendidas pela Lobo. Mesmo tendo deixando os valores congelados por três anos, ainda assim o custo é alto para a capacidade financeira da maioria dos torcedores – na faixa de R$ 220 para não-sócios. A chapa está atenta a essa demanda do público, contou Maurício Ettinger.

– A gente lançou aquela linha de treino, que é muito bonita e é mais barata, a R$ 140 e pouco. A gente vem tendendo para isso, para ter uma linha mais acessível. Essa linha deve continuar – alegou.

Maurício Ettinger também falou sobre transparência e mudanças na gestão do futebol, com o retorno de um diretor estatutário para a pasta; defendeu o regime de franquia das lojas Lobo; apresentou propostas, como a revitalização de áreas da sede social e do estádio da Curuzu; prometeu concluir 50% das obras do CT; entre outras.

Fonte: G1
Foto: ge