O Ministério da Saúde da Itália autorizou nesta terça-feira (23) a aplicação da vacina anti-Covid da Universidade de Oxford e da AstraZeneca em pessoas de até 65 anos de idade.

Até agora, o imunizante era usado somente em indivíduos de até 55 anos, mas o ministério acatou um parecer da comissão científica da Agência Italiana de Medicamentos (Aifa) recomendando a ampliação da faixa etária.

Em uma circular publicada nesta terça, a pasta diz que existem “novas evidências científicas que apontam estimativas de eficácia superiores àquelas anteriormente divulgadas”.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina de Oxford poderá ser usada em “pessoas com condições que possam aumentar o risco de se desenvolver formas severas de Covid-19, com exceção de sujeitos extremamente vulneráveis”.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina de Oxford poderá ser usada em “pessoas com condições que possam aumentar o risco de se desenvolver formas severas de Covid-19, com exceção de sujeitos extremamente vulneráveis”.

Idosos acima de 65 anos estão sendo vacinados com as fórmulas da Pfizer/BioNTech e da Moderna. A agência de medicamentos da União Europeia (EMA) aprovou o uso emergencial do imunizante de Oxford/AstraZeneca com eficácia “ao redor de 60%” no regime de duas doses.

Como os primeiros resultados divulgados pela multinacional anglo-sueca apresentaram apenas dois casos do novo coronavírus em idosos do estudo clínico (um no grupo de placebo e outro no grupo de vacinados), a EMA disse que não há dados “suficientes em participantes mais velhos para prever o quão bem a vacina vai funcionar” nessa faixa etária.

“De qualquer modo, a proteção é esperada, dada a resposta imune vista nesse grupo e baseado na experiência com outras vacinas.

Como há informações confiáveis sobre a segurança nessa população, os especialistas científicos da EMA consideram que a vacina pode ser usada em idosos”, garantiu a agência europeia.

Até o momento, as autoridades sanitárias da Itália já aplicaram 3,6 milhões de vacinas, sendo que 1,34 milhão de pessoas receberam as duas doses.

 

Fonte: UOL
Foto: Governo do Rio Grande do Sul/Divulgação